14 de novembro de 2009

Meados de Novembro

Há mar.
Ao mar.
Sem protetor solar.

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8 de novembro de 2009

Sem notar

O bonito é que a cara é conhecida. O desejo é conhecido. Os passos estão no mesmo ritmo. Tantos olhos já viram.
É.
Mas o amor é de agora. Vivendo, sem ninguém notar, sem precisar divulgar, sem senões, sem limitar. E por isso, eu creio mais. Só escrevo porque é a minha forma de certetizar e, assim, rir e não interromper.

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2 de novembro de 2009

Eu respiro Você

Eu acordo os olhos pela manhã e viro o rosto mirando o criado mudo com a gaveta que guarda a tua fotografia e eu a pego e sinto as tuas mãos no em meu colo como naquele momento com dia de tempestade pela manhã mas tarde toda de sol dos nossos risos altos e temperaturas também altas que era amor batendo querendo cedido...

Eu respiro.

Eu levanto apoiando meus passos na força que imprimo contra o peito a fotografia alva e velha mas com você e tuas mãos em meu colo com teu molde e que agora ensaia caminhadas e vive o futuro tão mal projetado enquanto ainda éramos pulso querendo e veja esta menina agora moça vestindo o jeans e prendendo os cabelos crescidos...

Eu respiro.

Eu caminho até a garagem para abrir os portões e entrar no carro que você não chegou a conhecer e ir caçar o leão do dia em marchas um dois três e que guarda as maçãs com casca e tudo no caso de precisarem salvar esta voz que espera por outro nome com efeito feito o teu e soar as palavras escondidas dentro de mim tão medrosa ainda e rugas...

Eu quando você.
Eu só quis mudar o mundo, mas sem você eu durmo. E ainda respiro.

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23 de outubro de 2009

Estrangeiro

Eu nasci um estrangeiro
Em Tucuruí, em Paris,
Em Istambul, São Félix do Xingu.
Eu nasci um estrangeiro
Em qualquer lugar do mundo,
Em todos os países, morando em mim.
Eu nasci um estrangeiro
E renego o passaporte - não tenho raiz.

Vivo de partidas,
Viajo todos os destinhos:
Paro quando for feliz.

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17 de outubro de 2009

(especialmente hoje)

Mais amor, por favor.

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9 de outubro de 2009

Ofício

"Tão fiel fui ao glorioso ofício que perdi o sono e a saúde."
Dante Alighieri
"Caminhando e cantando e seguindo a canção..."
Geraldo Vandré

Aquele corredor, o matadouro;
Aquelas cabeças, as assassinas:
Matavam a minha fé de cada dia.

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18 de setembro de 2009

Do que se constata

Hoje eu vi o progresso matar um suspiro. Parou o tempo. Agora o sangue escorre sobre a ferragem, e ruge.
O que sobra da vida é ferrugem.

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